Marcas apostam no engajamento individual em microações sustentáveis

By 24 de maio de 2022 Blog

A preocupação com o meio ambiente e a busca por adoção de ações mais sustentáveis são pautas urgentes no mundo inteiro, especialmente nos últimos tempos, como formas de combater ao aquecimento global e consequentemente os problemas associados a ele. Uma pesquisa da The Lancet, realizada ano passado com 10 mil jovens entre 16 e 25 anos, em 10 países, incluindo o Brasil, apontou que 59% deles estão muito ou extremamente preocupados com as mudanças climáticas; mais de 50% disseram se sentir tristes, ansiosos, zangados, impotentes, desamparados e culpados; e 45% estão descobrindo que a ansiedade relacionada ao clima está afetando sua vida diária. 

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Em outra frente, hashtags relacionadas a sustentabilidade no TikTok como #ecotok e #ecohacks acumularam mais de 1,25 bilhão de visualizações no total. São nessas hashtags que os ativistas incentivam usuários a adotarem pequenos hábitos que podem ajudar ao meio ambiente. Embalado por esses dados, o mercado está inovando para possibilitar a inserção de microações individuais no dia a dia, que possam ter impactos positivos no meio ambiente e na sociedade como um todo.

Imagem: Facebook FutureCard

A primeira inovação é uma parceria firmada entre uma marca de detergente dos EUA e uma organização de conservação ambiental. A Tide e a WWF se uniram para impulsionar uma mudança simples e sustentável no comportamento do consumidor americano que é lavar a roupa com água fria. A proposta surgiu após um estudo que mostrou que utilizar água fria economiza 90% de energia por lavagem. As empresas estão tentando convencer o consumidor a adotar esta prática sob dois argumentos: economia financeira e a adoção de um hábito ecológico simples, mas impactante. A meta da Tide é converter do quente para o frio 3 de cada 4 lavagens nos EUA até 2030.

A segunda  inovação é a startup, também americana, chamada Future. Ela lançou um cartão de crédito chamado FutureCard, que é o primeiro a oferecer 5% de reembolso em gastos verdes, ou seja, ao usar o cartão para pegar transporte público, alugar bicicleta, comprar roupas de segunda mão ou para investir em qualquer produto ou serviço sustentável, você recebe a porcentagem de volta. Além disso, o FutureCard não cobra juros ou multas por atraso para incentivar a sua adoção.

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Já o terceiro exemplo mistura sustentabilidade, turismo e gamificação e vem de um arquipélago localizado na Oceania, chamado República de Palau. Ele faz parte da Micronésia e abriga um dos ecossistemas marinhos mais ricos do planeta, com 1,5 mil espécies de peixes e 700 tipos de coral. Este lugar lançou um programa para mudar a forma como os visitantes interagem com o ambiente natural do país e seu povo. Ele funciona por meio de um aplicativo vinculado a um esquema de recompensa, ou seja, os turistas recebem pontos por comportamento sustentáveis que desbloqueiam experiências únicas e só são acessíveis se realmente angariar essas recompensas. Por exemplo, quando a pessoa evita plásticos descartáveis ou compensa a pegada de carbono, ele ganha pontos. 

Um exemplo brasileiro é a Menos 1 Lixo, empresa que nasceu querendo provar que atitudes individuais são capazes de mudar o mundo. O negócio surgiu da vontade da empresária Fê Cortez, em reduzir o próprio impacto negativo no planeta. Ela começou a substituir copos descartáveis por reutilizáveis na empresa, que em um ano, deixou de jogar fora mais de 1.600 copos descartáveis, além de ter economizado mais de cinco mil litros de água que seriam utilizados para a produção do plástico. Atualmente, o copo reutilizável é vendido por mais de 150 representantes em todo o país e é 100% produzido no Brasil, em uma cadeia de economia justa, local e responsável com o meio ambiente. Além do copo, a empresa oferece consultoria em sustentabilidade e produz conteúdo educativo.

Imagem: Facebook Menos 1 Lixo

É bom lembrar que responsabilidade maior por ações sustentáveis de impacto deve ser do poder público e das grandes empresas, são esses dois segmentos que devem propor políticas públicas e ações que de fato tirem o planeta dessa rota de destruição que estamos. No entanto, como cidadãos também dá para atuar em ações de microimpacto que quando combinadas fazem um grande efeito. 

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