Metaverso: oportunidade de inovação para diversas indústrias

By 10 de novembro de 2021 Blog, Radar, Tendência

Uma forma simples de entender o que é o metaverso é compreendê-lo como uma camada digital da vida, uma extensão do físico para o virtual, ou seja, a convergência entre as duas realidades a espaços gerados em 3D por computador, onde os usuários podem interagir e viver como uma continuidade da vida física. É, basicamente, a adoção de um gêmeo digital! Os três principais atributos do metaverso são: a presença social; a continuidade, isso quer dizer que é preciso “seguir a vida” também no digital, não dá para apagar e iniciar do zero; e o compartilhamento, precisa interligar presenças, assim como na vida física, onde as vidas se cruzam. 

Apesar de todos estarem presenciando a evolução da tecnologia e dessa camada digital da vida se tornando uma forte possibilidade dos nossos futuros, segundo um relatório da Wunderman Thompson Intelligence, uma das principais agência de tendência do mundo, apenas 38% dos consumidores já ouviram falar sobre o metaverso. E é nesse ambiente digital que muitas áreas, incluindo o antigo Facebook – hoje chamado Meta, inspirado no termo metaverso – tem apostado. A Meta divulgou recentemente que investiu US $50 milhões para construir o seu metaverso. E isso é só o começo!

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Gucci – it-bag digital

Com possibilidades infinitas, diversas indústrias estão começando a explorar o comportamento do consumidor no metaverso. A primeira inovação vem do mundo da moda, a famosa marca Gucci realizou vendas de it-bags digitais em maio deste ano através da Roblox, plataforma de games mais popular do momento. Os itens chegam a ultrapassar valores de peças reais, custando entre 1.578 e 4.115 dólares. A marca também lançou tênis virtuais que só podem ser vistos através de Realidade Aumentada, usando tecnologia desenvolvida pela Wanna, uma agência de experiências virtuais. Pois é, o gêmeo digital pode investir em artigos também digitais e tão caros quanto os físicos!

E uma loja só de roupas digitais? O nosso próximo exemplo, A The Fabricant, é uma loja de moda exclusivamente digital com peças que podem ser usadas e comercializadas em realidades virtuais. É possível encontrar no seu acervo grandes marcas como Adidas, Puma e Tommy Hilfiger.  

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As marcas de automóveis de luxo também estão lançando versões virtuais de seus veículos. Em plataformas como a Tencent, gigante da tecnologia chinesa, é possível jogar com modelos como Maserati, Aston Martin e Tesla ou até mesmo andar em modelos clássicos como um Rolls-Royce.

Tesla – Game of Peace

Além de compras é possível ter experiências virtuais como ir a um show, por exemplo. O show do rapper Lil Nas X na plataforma gamer Roblox foi acessado mais de 30 milhões de vezes. Em parceria com a Fortnite, a cantora Ariana Grande também já se aventurou em uma apresentação no metaverso. O show contou com cenário virtual totalmente personalizado, com direito a skins (roupas usadas pelos avatares) para quem quisesse entrar no estilo da cantora.

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Recentemente a queridinha Netflix também entrou na onda do metaverso. A gigante dos streamings fez uma parceria com a Roblox e lançou uma experiência virtual onde é possível visitar o shopping que aparece na série ‘Stranger Things’. São quatro possibilidades de jogos com diferentes números de jogadores, com objetivos de completar missões e com a possibilidade de personalizar o avatar.

E o próprio Facebook, ou melhor, Meta, apresentou uma inovação voltada para reuniões. Chamada “Horizon Workrooms”, a plataforma permite que os usuários utilizem um headset Oculus Quest 2 – óculos e fones de realidade virtual – para interagir em uma sala de conferência virtual. O espaço é de realidade mista, ou seja, é possível participar das reuniões com o avatar ou aparecendo em uma janela de chat de vídeo tradicional. Incrível não é?

São diversas as possibilidades de ativação de marca, experiências, venda e consumo de produtos, você e o seu negócio estão preparados para vivenciar esses futuros?

 

Imagem destaque: Meta