Serviços por assinatura chegam aos meios de hospedagem

By 3 de março de 2021 Blog, Radar, Tendência

A adoção acelerada do teletrabalho e o fechamento de fronteiras para viagens internacionais criaram uma nova modalidade de negócio para o setor de hospedagem: os hotéis por assinatura. Eles têm como objetivo atrair clientes por um tempo maior ou até mesmo receber os nômades digitais, que são aqueles profissionais que trabalham on-line e, portanto, não precisam estar presentes em um escritório, cidade ou país em particular. Então, esses hotéis oferecem programas com acesso total a todos os serviços disponíveis no estabelecimento, inclusive o coworking.

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Algumas redes internacionais inovaram com o serviço de assinatura. É o caso da marca de luxo americana Inspirato, que cobra uma taxa fixa de US $2.500 por mês em um pacote de assinatura que permite aos membros reservar estadias ilimitadas em meios de hospedagem da rede sem impostos ou taxas. O negócio ainda oferece uma alternativa de assinatura mais em conta, onde o cliente paga uma taxa de US $600 por mês, mas é cobrada taxas quando ele utiliza um dos meios de hospedagem. 

Vídeo do programa de assinatura do Inspirato 

Uma outra inovação neste mercado vem lá do Panamá, com uma plataforma chamada Selina, que oferece acomodações para estadias prolongadas e coworking. Após adquirir a plataforma Remote Year, que organiza programas de trabalho e viagens ao exterior, a Selina, ainda em agosto do ano passado, lançou passes de assinatura que permitem aos membros comprar créditos de viagem por taxas mais baixas, ou permanecer em uma hospedagem por um, três ou seis meses, com recursos de coworking incluídos. 

Espaços de trabalhos compartilhados – Selina

Também, o grupo InterContinental lançou seu próprio plano de assinatura chamado “work from hotel”, com taxas mensais que variam entre $1.100 dólares em Cingapura a $1.970 dólares na Indonésia. Os hóspedes podem desfrutar de diversos acessos aos espaços de trabalho, quartos e instalações. Já o grupo holandês CitizenM lançou dois serviços de assinatura para sua rede internacional de 21 propriedades em Nova York, Paris e Amsterdã. 

Empresas de viagens também estão apostando na assinatura como forma de ter uma receita recorrente. É o caso da Oasis, que lançou o Oasis Passport, que permite aos usuários pagar uma taxa mensal para ficar em diferentes residências ao redor do mundo por um período de três a seis meses. Os valores se diferenciam de acordo com a região. Por exemplo, na América Latina um passe de 3 meses custa $1.625 dólares por mês, já na Europa o valor sobe para $2.150 dólares por mês.

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Esse movimento mostra oportunidades de negócios no setor de hospedagem, principalmente como forma de reduzir os impactos financeiros causados pela pandemia, já que proporciona uma receita recorrente. Além disso, atende a necessidade de um grupo crescente de pessoas que podem trabalhar a distâncias em diferentes regiões, com conforto e qualidade de vida.

Para saber mais, sobre os Nômades Digitais, é só acessar o estudo Alagoas para o Futuro, que a Mescla lançou no final do ano passado.